31
01 10
Por Amanda


Quando criei meu primeiro blog, tinha entre 15 e 16 anos. Essa foi uma época beeem conturbada, cheia de mudanças e ninguém tinha muito saco pra me ouvir. Então, o blog era onde eu registrava quase tudo o que acontecia comigo. E eu escrevia qualquer coisa, fossem boas ou ruins. Citava nomes, lugares e falava sobre tudo o que eu sentia, sem me preocupar muito com quem leria. Era isso que o blog era pra mim: um despretensioso diário, onde eu podia desabafar e que acabou me ajudando a me conhecer melhor.
Com o tempo (e a maturidade -q), fui aprendendo a me preservar mais. Continuava desabafando, mas já não citava as pessoas envolvidas, etc.. Mais tarde, aprendi a arte da ambiguidade (adoro! hihi) e a falar escrever tudo que eu estava sentindo sem citar absolutamente nada.
Chegamos então a “Era BFR”. O blog deixou de ser um diário e passou a ser de opinião, falando de coisas aleatórias (muito embora, em uma certa época, quase tenha virado um blog sobre livros e filmes. Tive que me esforçar bastante pra não falar só sobre isso >.<). Eu me cobrava: “Preciso atualizar”, “Preciso responder os comentários”, “Preciso”, “Preciso”, “Preciso”… Vir aqui deixou de ser um prazer e estava quase virando uma obrigação. Foi quando eu resolvi me desligar. O BFR “entrou de férias”, eu organizei meus pensamentos e aproveitei pra ver meus amigos, saí bastante, me diverti… e gostei. Gostei de estar longe da internet, interagir com pessoas “reais”, viver uma vida real.
No entanto, eu estava acostumada a ter um blog. O coloquei novamente no ar e estava cheia de ideias promissoras. Mas como eu trabalho, estudo, etc, tinha cada vez menos tempo pra me dedicar ao BFR e o espaço entre as atualizações foi ficando cada vez maior (vide data do último post). A vida online deixou de ser minha prioridade. Não em se tratando somente do blog, mas também de redes sociais e afins. Este e todos os outros blogs que tive sempre foram um escape do qual eu já não preciso mais.
No entanto, esses anos de vida blogueira valeram muito a pena, conheci pessoas incríveis. Algumas dessas amizades vou levar pra vida inteira, mantendo-se contato ou não.

É isso. Obrigada a quem me acompanhou até aqui. :)




Ah! Vocês ainda vão poder me encontrar pelo twitter ou facebook (as outras contas eu já comecei a deletar :X).


02
12 09
Por Amanda

Sou muito inconstante e adoro mudar! E quem “sofre” com isso é o meu cabelo. Já fui ruiva, morena, loira (?!), já tive até cabelo rosa e pontas verdes (não ao mesmo tempo), mas, infelizmente, não tenho fotos digitais dessa época colorful. xD
Já que quase não posto fotos por aí, hoje eu resolvi mostrar algumas dessas minhas facetas pra vocês. Me digam, qual Amanda vocês preferem?

Versões 2006, 2007, 2008

Dicas Amigas

Sempre recebo emails me perguntando como trato do meu cabelo, o que uso, etc… Preciso confessar que sempre fui muito relapsa em relação a isso. Um xampuzinho pra cabelos normais e olhe lá! Como vocês podem ver, ele era muito mais maltratado antigamente. Mas, de uns tempos pra cá, tenho dado maior atenção à eles. Nada além do básico:
- Faço natação e nem preciso dizer o estrago que o cloro da piscina pode fazer nas madeixas, né? Sendo assim, quando volto da natação, lavo o cabelo duas vezes com xampu e uso um condicionador apropriado. Depois, aplico uma máscara de hidratação e deixo agir por 20min. Por que usar o xampu duas vezes? Quanto mais limpo o cabelo estiver, mais a hidratação fará efeito, ao contrário da tintura, por exemplo.
- Outra coisa importante: Sempre lavo o cabelo com água fria. Primeiro, porque eu não gosto de água quente mesmo. xD Em segundo lugar, porque ela controla a oleosidade e deixa o cabelo mais solto.
- Sempre depois de lavar, também é legal usar um creme leave-in (aquele sem enxágue), porque ele, além de dar uma “domada” na juba, ajuda na hora de pentear e até reduz o volume.
- Ao pentear os fios molhados, sempre uso um pente de dentes largos, o que ajuda a prevenir a quebra. Quando ele está seco, uso uma escova quadrada larga. Nem preciso dizer que pentear o cabelo é muito importante, né? Faço isso pelo menos duas vezes por dia, de manhã e à noite. Desse modo, evito que ele “embole” ou fique embaraçado e posso me dar ao luxo de esquecer de penteá-lo se eu tiver que dar uma saidinha rápida (e eu, avoada que só, sempre esqueço).
- Raramente faço “chapinha”. Raramente mesmo! Uma vez a cada dois, três meses. E só se for uma ocasião MUITO especial. Então, é um dano a menos causado aos fios. Se você faz com frequência, saiba que tem que caprichar ainda mais na hidratação, porque a chapinha e o secador deixam o cabelo mais frágil.
- Bebo muita água. É, água! A alimentação é muito importante até em se tratando de pele, unhas e cabelos. No caso das madeixas, o mais indicado é ingerir vitamina B e proteínas, ou seja, alimentos integrais, peixes e frutos do mar, vegetais, queijos, carne e leite. Assim, você deixa o seu couro cabeludo super bem nutrido. ;)

Nada muito difícil, né?

E vocês? Quais são os seus segredinhos?


Arquivado em: Fica a Dica, Moda & Beleza
24
11 09
Por Amanda

21 de Novembro de 2009. Cheguei às desesperadoras 21h28min na bilheteria do HSBC Arena para trocar o voucher pelos ingressos, que eu havia comprado no dia anterior pela internet. O show começaria às 21h30min. Filas e mais filas e eu quase vomitando de tanta ansiedade! haha. Troquei, passei pelo portão. Perfeito demais pra ser verdade. Será que alguma coisa ainda podia dar errado? #neuróticafeelings A vontade era de sair correndo até a platéia e só me aquietar lá, mas uma amiga de salto alto me impediu. >.<
Finalmente, entramos. O show de abertura já havia começado. Maria Gadú no palco! Aquela voz deliciosa cantarolando: shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar, shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar. ♪ Eu não fazia ideia de que a abertura seria dela. Fez o ingresso valer mais a pena ainda!

Maria Gadú sai do palco, contrarregras invadem. Desenrola tapete pra cá, desenrola tapete pra lá… Músicos e backing vocals vestidos de branco. O habitual lenço no microfone para qual todos os olhos estariam voltados dentro de instantes, também branco. Uma rápida checagem das luzes e… então… a voz dela inunda tudo por meio segundo. Coração disparando. A banda começa a tocar, e só então ela entra… deslizando os pés descalços pelo palco, vestido branco curto tomara-que-caia atípico e cabelos lisos… Era ela! Minha diva, Joss Stone!

Abriu o show com Super Duper Love em uma roupagem diferente. Tanto, que, inicialmente, não reconheci a música. A segunda a tocar foi Parallel Lines, do novo cd, Colour Me Free. Como não podia deixar de ser, entre as músicas do cd recém lançado, também interpretou Tell me ’bout it, Tell Me What We’re Gonna Do Now, You Had Me, Baby Baby Baby… e a música mais cantada pelo público foi, sem dúvidas, Put Your Hands on Me.
Uma música que eu esperava, mas não esteve na setlist foi Don’t cha Wanna Ride. Infelizmente, também não tive o prazer de ouvir Right To Be Wrong ao vivo, uma das minhas preferidas (na verdade, essa eu já esperava que ela não fosse cantar, mas a esperança é a última que morre, né? haha).
Lá pela quarta música, Joss abaixou no palco e delicadamente esticou um tecido escuro, enquanto levantava novamente. Era a bandeira do Brasil, com a qual ela sobrepôs o lenço no microfone e que ficou por ali até o fim do show.

Ao longo da apresentação, não consegui nem acompanhar o público, que cantava as músicas. Fiquei como hipnotizada, sem conseguir tirar os olhos daquela mulher divina em cima do palco. Não peguei nenhuma das tradicionais flores que ela jogou ao público antes de se despedir e sair, mas minha alma não poderia estar mais florida!


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